sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PCP quer repor os feriados "ROUBADOS"! Epá, com essa até eu VOTO neles....


... ou talvez não, ainda não sei! Na verdade esses 4 feriados eram especialmente importantes para mim. Na restauração da independência, a 1 de dezembro, por regra ia sempre dar uns tralhos para os Alpes, o mesmo sucedendo no 1 de novembro, dia de todos os mortos. No Corpo de Deus, lá para junho, costumava ser também um feriado especial, normalmente passado a banhos numa praia a sul do burgo. E o outro, o da implementação da República, a 5 de outubro, não lhe fica atrás, depois de acordar lá para o meio dia, depois de uma noite de farra na véspera, nada melhor do que ver o Presidente da República na televisão a discursar, especialmente o Cavaco, enquanto a ressaca passa. Como veem, estes dias eram de facto revestidos de uma mística grandiosa aqui para o Pantomineiro. Não estranhem por isso que até a mim me apeteça votar vermelho nas próximas eleições que me aparecerem pela frente, sejam elas a de Miss deputada, paineleiro comentador político do ano da TV portuguesa ou até nas Legislativas de 2015.

Vá, mas também não me quero precipitar e por isso, antes de abraçar a foiçe e o martelo em busca dos meus preciosos feriados pelos quais as minhas potencias novas cores políticas tanto prometem lutar, decidi fazer uma reflexão profunda sobre muita da matéria que tem sido expelida da profunda esquerda, com tanta convicção, nos últimos tempos. Não quero deixar de partilhar isso mesmo aqui no Pantominocracia, e ainda bem, há matéria que merece de facto alguma reflexão! Qual? Vamos por tópicos, vamos por tópicos....

- O PCP acha que os juros de 3% pagos à TROIKA são usura, mas condenam a "ajuda" que o Estado deu aos bancos e pela qual os bancos pagam 8% ao ano! 

- O PCP condena os bandalhos da direita que saquearam o BPN ao pedir empréstimos que não pagaram (e quanto a mim condena e bem!!!!), mas sempre defendeu que Portugal não devia pagar a dívida que tem aos seus credores!

- O PCP é contra os cortes das pensões, que entendem ser um direito que decorre dos descontos realizados ao longo de uma vida de trabalho, no entanto é contra pensões milionárias, ainda que essas tenham sido conquistadas da mesma forma legítima que as restantes!

- O PCP atacava os bancos quando estes tinham lucros milionários, mas continuou a atacá-los pelos seus prejuízos estrondosos ... Será que um banco virtuosos é aquele que nem ganha nem perde?!!?


- O PCP quer aumentar o salário mínimo nacional para estimular o consumo, no entanto sempre se afirmou contra uma sociedade consumista! Muito confuso, muito confuso....

- O PCP é contra as praxes académicas (e eu também), mas quando o amigalhaço Kim Jong-un mandou executar o tio atirando-o aos cães não ouvi uma única palavra de repúdio!

- O PCP é a favor dos direitos dos homosexuais, todos, sejam eles quais forem, mas ainda não elegeram nenhum como deputado comunista! Imagino que a máxima "sempre com a paneleiragem, mas nunca no meio dela" se aplique....

- O PCP preocupa-se com o rendimento disponível das famílias, em especial o da classe operária na qual colhe maior simpatia, mas não consta que tenha tentado convencer a CGTP a baixar as quotas sindicais! Imagino que não pode faltar $ para alugar autocarros para ir buscar malta à província para andar a passear na ponte 25 de abril...

- O PCP é contra o Euro mas é a favor da Europa... uma Europa que só eles sabem como seria! Quem sabe uma Europa tão perfeita que os seus cidadãos passariam o seu tempo a passar por cima de um muro... onde é que eu já vi isto?

- São contra a austeridade, mas antes das políticas de austeridade já eram contra as políticas que não eram de austeridade. São simplesmente do contra!

Acho que podia passar aqui o resto da noite a enumerar múltiplas provas de da esquizofrenia política desta gente. E eu que até comecei o post a pensar votar neles! Era coisa para recuperar os feriados de facto, mas depois ser obrigado a passar os dias numa parada qualquer de veneração ao Jerómino de Sousa.... assim não obrigado, prefiro ir bolir!

Pantomineiro Mor

Nota: também com tanta gente sem nada para fazer, entre reformados, desempregados e crianças, com greves dia sim dia não, os feriados iam servir para quê ao certo?





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A fabulosa VÍRGULA de Ricardinho no jogo de FUTSAL Holanda-Portugal



Só dá mesmo para ver na repetição! Lindo....

Pantomineiro Mor

Depois da VOZ da Casa dos Segredos, agora temos a MÃO da Casa dos Segredos

A fotografia de uma FAMÍLIA árabe.....



Os mais pequenos estão um espetáculo!

Pantomineiro Mor

O anúncio da BUDWEISER para o Super Bowl XLVIII 2014.... muito BOM!

A reportagem na TVI de Ana Leal sobre a tragédia dos JOVENS do MECO... uma bela trampa by the way!



Mas que merd* de jornalismo é isto? Isto não tem qualquer fundamento. Imagino que na noite fatídica tenha sucedido tudo menos isto!

Pantomineiro Mor

DUX Veteranorum tem 42 anos e 24 Matrículas sem concluir a LICENCIATURA....



E claro, com o Estado a sustentar esta espécie de ser com orelhas muito compridas...

Pantomineiro Mor

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mas afinal a que HORAS acabam os jogos do FC Porto?



Bem me parecia....

Pantomineiro Mor

Cortar as BOLSAS a sangue frio!


Contrariamente ao que o título do post pode sugerir, não se trata de aliviar a carga entre as pernas de ninguém, ainda que pudesse ser útil à sociedade nalguns casos, ou  para outros que aspiram fervorosamente a tal arejo mas carecem, curiosamente, de tomates para o fazer. Daria certamente um bom post, mas fica para outro dia. Hoje o tema é outro, o dos cortes nas bolsas para investigação e ciência. Percebo os protestos, ninguém gosta que lhe tirem a mama, mas concordo com o governo. Epá Pantomineiro, lá estás tu outra vez a virar à direita e a alinhar pelas políticas de austeridade do Passos Coelho e companhia! Sim, mas eu explico, trata-se de uma decisão racional que apenas peca por escassa. Por mim, bolsas para investigação e ciência... ZERO!

Só conheço dois tipos de bolseiros, os que as merecem, e os que não as merecem. Os primeiros, em bom rigor têm o direito de ter acesso às bolsas de investigação por mérito próprio, demonstraram ao longo do seu percurso académico a capacidade, empenho e qualidade para poder investigar muito e bem, para depois dar seguimento às suas ambições..... algures nos Estados Unidos ou num outro país que possa potenciar as aspirações justificadas destes merecedores bolseiros. Resumindo, é estar a enterrar papel num gajo que ou sim ou sim vai acabar por emigrar de bom grado, sem dar qualquer retorno a Portugal (é como formar um Cristiano Ronaldo da ciência, mas sem a seleção nacional). Os segundos, enfim, nem é preciso elaborar muito, uns passarão  o tempo inteiro a tentar descobrir a penicilina enquanto tórram a maçaroca dos contribuintes, outros a amealhar por esse Portugal fezes de lince ibérico para concluir anos depois que afinal era tudo bosta de vaca, e claro, enquanto vão esvaziando os bolsos do contribuinte.

Por isso, por mim era acabar mesmo com as bolsas de investigação e ciência. No fundo o governo foi brando nestes cortes considerando que se trata de um investimento estéril para o Estado português. Para mim era muito simples. Queres estudar ou investigar? Pede um empréstimo com o aval do Estado, assim pelo menos os poucos gajos com capacidade, quando forem trabalhar lá fora sempre têm que devolver a massa, quanto à maioria, os inúteis que querem é mama, bem, esses vão ter que pensar duas vezes antes de se endividar, porque quando forem bater com as costelas no call-centre da PT vão perceber que o salário mal chega para pagar a prestação.

Pantomineiro Mor

PS: Carrega Passos

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O PANTOMINOCRACIA faz a antevisão do que será a TAÇA da LIGA 2014/15



Na volta ainda jogam melhor que os crescidinhos.

Pantomineiro Mor

O VÍDEO da MÃE de RUI PEDRO..... não há como não ficar emocionado...



.... basta ser Pai ou Mãe, ou até nem isso.

Pantomineiro Mor

E se for o PASSOS COELHO a realizar o sorteio das faturas????

Paulo PORTAS..... sempre a pensar nos REFORMADOS!



Ora meia pensão inclui pequeno almoço e jantar, certo?

Pantomineiro Mor

Bruno Nogueira no TUBO de ENSAIO fala sobre Zezé Camarinha e Bernardina no DESAFIO FINAL



Falas e falas bem Bruno...... com graça!

Pantomineiro Mor

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

POMBAS lançadas em nome da paz na Ucrânia pelo PAPA Francisco são atacadas por uma gaivota e um corvo!

Photo: Yronikamente as duas pombas brancas lançadas simbolicamente da janela do palácio apostólico, depois do apelo do Papa Francisco à paz na Ucrânia, foram imediatamente atacadas por uma gaivota e um corvo, perante os dez milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

Os diferentes fusos horários em Portugal, Açores, e claro, no Estádio do DRAGÃO!

A lista dos REGIMES mais sangrentos da história moderna.....




.... sem surpresas! É isto que queremos para Portugal?

Pantomineiro Mor

MANUEL FERNANDES fala de PINTO da COSTA na SIC Notícias



Nunca falaste tão bem "Manel". As verdades são apra ser ditas!

Pantomineiro Mor

Mas afinal o que é que as PRAXES ACADÉMICAS têm a ver com a morte dos JOVENS na Praia do Meco?


 

Só para que não fiquem dúvidas, sou contra as praxes. Acho que nem é preciso explicar porquê, certo? Então vou dispensar essas linhas de justificação óbvia para me dedicar ao ainda tema do momento, a dos jovens que faleceram na praia do Meco.

Acho que vale a pena separar as praxes do que sucedeu no Meco, what ever happened out there. As clássicas praxes que todos condenamos são aquelas que são aplicadas aos caloiros, que, sedentos de aceitação no meio académico cedem e deixam-se humilhar. No Meco não estavamos perante jovens caloiros, mas sim perante alunos do segundo ano que acharam por bem seguir um percurso académico não apenas ligado ao estudo. Sim, aquilo já não eram praxes, mas sim a prática de um culto qualquer mascarado de ritual académico. Quem lhe pertencia não encaixava no perfil do jovem desamparado que chega a um mundo novo, mas sim nos fieis discípulos de um líder a quem chamam Dux, aspirantes a subir na complexa pirâmide hierárquica da "organização".

Todos os que estavam presentes na praia do Meco na noite fatal estavam presentes porque queriam estar. Se os jogos macabros levaram à morte dos 6 jovens, ou a coisa ocorreu por acaso, não importa, foi apenas e só uma acidente. Não vamos querer apagar o facto de todos eles se tratarem de adultos com capacidade de decisão, certo? Não eram miúdos de 17 anos caramba... É natural que os pais queiram saber toda a verdade, é um direito que têm e que o único sobrevivente poderá esclarecer. Quanto mais demora.... pior é. Começa a dar ideia de que tem algo para esconder. Imaginho que nem tudo tenha sido limpinho nessa noite, e o medo de que a justiça o encaminhe para um crime de homicídio involuntário deve empurrá-lo ainda mais para o silêncio.

Choca-me o aproveitamento medíocre que as nossas televisões estão a fazer do caso, em especial no que toca às praxes, em relação às quais, repito, sou contra. Choca-me que algumas famílias das vítimas se exponham publicamente a este aproveitamento televisivo. Não imagino que a dor possa ser curada com alguns breves minutos perante as câmaras de televisão, simplesmente não imagino. Está na hora de enterrar o tema publicamente e deixar o tempo apagar a má memória deste terrível acidente. Quanto às televisões, sugiro que esperem por setembro de 2014 para atacar forte e feio as praxes.

Pantomineiro Mor

domingo, 26 de janeiro de 2014

BERNARDINA manda Zezé CAMARINHA se F*DER em direto na GALA do Desafio Final 2



É disto que o Tuga gosta, mais nada! E a Matrafona da Teresa a alimentar isto tudo....

Pantomineiro Mor

O BUFAS e a Fernandinha trocam mensagens no FACEBOOK!



A Fernandinha é muito ensonada por natureza, eu diria até meio cega...

Pantomineiro Mor

ERICA da Casa dos Segredos 4 mostra as MAMAS no Desafio Final



Outra vez?????

Pantominiero Mor

Carta aberta de um PAI ao DUX da Lusófona


Carta aberta de um Pai ao dux que alega amnésia selectiva :


"Ando aqui com esta merda entalada há já algum tempo. A ouvir as diferentes versões, a pensar nas dúvidas e a pôr-me no lugar das pessoas. Tento pôr-me no lugar dos pais dos teus colegas que morreram. Mas não quero. É um lugar que não quero nem imaginar. É um lugar que imagino ser escuro e vazio. Um vazio que nunca mais será preenchido. Nunca mais, Dux. Sabes o que é isso? Sabes o que é "nunca mais"? https://www.youtube.com/watch?v=PHt31NNV0k0 (vídeo) A história que te recusas a contar cheira cada vez mais a merda, Dux. Primeiro não falavas porque estavas traumatizado e em choque por perderes os teus colegas. Até acredito que estivesses. Agora parece que tens amnésia selectiva. É uma amnésia conveniente, Dux. Se calhar não sabias. Ou então andas a ver se isto passa. Mas isto não é uma simples dor de cabeça, Dux. Isto não vai lá com o tempo nem com uma aspirina. Já passou mais de 1 mês. Continuas calado. Mas os pais dos teus colegas têm todo o tempo do mundo para saber a verdade, Dux. E vão esperar e lutar e espremer e gritar até saberem. Porque tu não tens filhos, Dux. Não sabes do que um pai ou uma mãe é capaz de fazer por um filho. Até onde são capazes de ir. Até quando são capazes de esperar. Vocês, Dux... Vocês e os vossos ridículos pactos de silêncio. Vocês e as vossas praxes da treta. Vocês e a mania que são uns mauzões. Que preparam as pessoas para a vida e para a realidade à base da humilhação, da violência e da tirania. Vou te ensinar uma coisa, Dux. Que se calhar já vai tarde. Mas o que prepara as pessoas para a vida é o amor, a fraternidade, a solidariedade e o civismo. O respeito. A dignidade humana e a auto-estima. Isso é que prepara as pessoas para a vida, Dux. Não é a destruí-las, Dux. É ao contrário. É a reforçá-las. Transtorna-me saber que 6 colegas teus morreram, Dux. Também te deve transtornar a ti. Acredito. Mas devias ter pensado nisso antes. Tu que és o manda-chuva, e eles também, que possivelmente se deixaram ir na conversa. Tinham idade para saber mais. Meco à noite, no inverno, na maior ondulação dos últimos anos, com alerta vermelho para a costa portuguesa? Achavam mesmo que era sítio para se brincar às praxes, Dux? Ou para preparar as pessoas para a vida? Vocês são navy seals, Dux? Estavam a preparar-se para alguma missão na Síria? Enfim. Agora sê homenzinho, Dux. E fala. Vá. És tão dux para umas coisas e agora encolhes-te como um rato. Sabes o que significa dux, Dux? Significa líder em latim. Foste um líder, Dux, foste? Líderes não humilham colegas. Líderes não "empurram" colegas para a morte. Líderes lideram por exemplo. Dão o peito e a cara pelos colegas. Isso é um líder, Dux. Não sei o que isto vai dar, Dux. Não sei até que ponto vai a tua responsabilidade nesta história toda. Mas a forma como a justiça actua neste país pequenino não faz vislumbrar grande justiça. És capaz de te safar de qualquer responsabilidade, qualquer que ela seja. Espero enganar-me. Vamos ver. O que eu sei é que os pais que perderam os filhos precisam de saber o que aconteceu. Precisam mesmo, Dux. É um direito que eles têm. É uma vontade que eles precisam. Negá-los disso, para mim já é um crime, Dux. Um crime contra a humanidade. Uma violação dos direitos humanos fundamentais. Só por isso Dux, já devias ser responsabilizado. É tortura, Dux. E a tortura é crime. Sabes, quero me lembrar de ti para o resto da vida, Dux. Sabes porquê? Porque não quero que o meu filho cresça e se torne num dux. Quero que ele seja o oposto de ti. Quero que ele seja um líder e não um dux. Consegues pereceber o que digo, Dux? Quero que ele respeite todos e todas. Que ele lidere por exemplo. Que ele não humilhe ninguém. Que seja responsável. Que se chegue à frente sempre que tenha que assumir responsabilidades. Que seja corajoso e não um rato nem um cobardezinho. Que seja prudente e inteligente. E quero me lembrar também dos teus colegas que morreram. Porque não quero que o meu filho se deixe "mandar" e humilhar por duxezinhos como tu. Não quero que ele se acobarde nem se encolha perante nenhum duxezinho. Quero que ele saiba dizer "não" quando "não" é a resposta certa. Quando "não" pode salvar a sua dignidade, o seu orgulho ou até a sua vida. Quero que ele saiba dizer "basta" de cabeça erguida e peito cheio perante um duxezinho, um patrãozinho, um governozinho ou qualquer tirano mandão e inseguro que lhe apareça à frente. É isso que eu quero, Dux. Quem o vai preparar para a vida sou eu e a mãe dele, Dux. Não é nenhum dux nem nehuma comissão de praxes. Sabes porquê, Dux? Porque eu não quero um dia estar à espera de respostas de um cobarde com amnésia selectiva. Não quero nunca sentir o vazio dos pais dos teus colegas. Porque quero abraçar o meu filho todos os dias da minha vida até eu morrer, Dux. Percebeste? Até EU morrer. EU, Dux. Não ele. "

Comentários para quê....

Pantomineiro Mor

BENFICA também pode ser AFASTADO da Taça da Liga por não cumprir os REGULAMENTOS



Suponho que os regulamentos são para aplicar, mas neste caso acho que a Liga de clubes meteu água!

Pantomineiro Mor

Os PORTUGUESES são mesmo meninos da mamã.... mas não são os únicos!

FC Porto pode vir a ser afastado da TAÇA DA LIGA por uma alegada violação dos regulamentos



Tinha a sua graça não tinha? Mas não acredito muito nisso...

Pantomineiro Mor

Em causa está o numero dois do artigo 116 do regulamento disciplinar. Se for provado que houve uma conduta dolosa, no atraso verificado para o ínicio da segunda parte, o clube corre o risco de ser punido com derrota.

Contactada pela SIC, fonte próxima da Liga já lamentou a situação. O Sporting queixou do atraso verificado no Dragão e o presidente Bruno de Carvalho chegou mesmo a dizer que os regulamentos não foram cumpridos.

in http://sicnoticias.sapo.pt/desporto/2014/01/26/fc-porto-pode-vir-a-ser-afastado-da-taca-da-liga-por-uma-alegada-violacao-dos-regulamentos?


O BRUNINHO fala DEMAIS....


..... pois fala quando tem razão, quando não tem razão, quando devia estar calado, quando devia falar mas só um bocadinho e até quando devia dizer muito, acaba por falar demais. Eu já tinha avisado no início da época para este ser o ponto fraco do Sporting, um bom Presidente com a língua demasiado comprida: (http://pantominocracia.blogspot.pt/2013/08/a-caixa-de-pandora-da-pre-epoca.html)

Claro que ontem no final do jogo no Dragão a vontade de qualquer sportinguista seria naturalmente de dizer que o penalti foi mal amanhado e que o jogo começou demasiado tarde. Mas o Bruninho devia ter ficado calado. Não adianta abrir a boca se não se tem o poder nos lugares certos. Assim o mais certo é o feitiço se virar contra o feiticeiro, como vem sendo hábito. Ou seja, sempre que o Sporting ataca as arbitragens acaba por receber o mimo em dobro dentro de campo nas semanas seguintes. Nessa matéria o Leonardo é que sabe da poda, fica caladinho que nem um rato e é escasso em farpas à arbitragem. Já o Bruninho é todo tagarela, em especial nas semanas em que é prejudicado pelos apitos. Nessas quer a verdade desportiva, nas outras, em que é beneficiado, parece que o mundo da arbitragem está finalmente a endireitar. É assim em todo o lado, do outro lado da circular, mas também acima do Douro. Acima do Douro com a nuance de quem pode, manda e faz as coisas acontecer.

Mas ontem o pior nem foi isso. Notei algum amadorismo na gestão leonina. Estranhei o Sporting não ir atrás do 4-1 que lhe daria um maior conforto, especialmente sabendo que se o Penafiel reduzisse para 3-2 isso não faria diferença nenhuma, quer o Porto perdesse ou empatasse, como em caso de vitória como veio a acontecer. Em vez disso o Sporting preferiu gerir o resultado crente que o Marítimo aguentaria o resultado e que o apito Mota estaria a orquestrar o jogo de boa fé. Afinal parece que não. E nem ao intervalo o Sporting se lembrou de retardar o regresso ao relvado só naquela de acertar agulhas com o Dragão! Anjinhos.... o Porto pagará a multa de bom grado, isto se houver multa!

Mas resumindo e concluindo. Primeiro era o treinador do Marítimo que ia observar os jogadores menos utilizados, depois o Penafiel que ia jogar na máxima força, no fim o Mota e o apito malandro e a trafulhice do costume com o jogo a começar meia dúzia de minutos mais tarde! A única coincidência que estou a ver Bruninho, contrariamente às tuas, é que sempre que falas demais o SPORTING é entalado, essa é que é uma coincidência do caraças!

Pantomineiro Mor

Um FÃ de Cristiano RONALDO com poucos meios financeiros....

Algumas IMAGENS das PRAXES em Portugal

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E ainda dizem que falta $ para a educação! Enquanto não lhes sair do bolso esta maltinha vai continuar a perpétuar maus hábitos pelas universidades em Portugal!

Pantomineiro Mor

Comentadores da TVI no jogo da Taça da Liga PORTO-MARÍTIMO: ""E agora o árbitro vai dar amarelo ao jogador do Porto... não, é penalti, o árbitro marca penalti!""



E ao que parece nem devia ser uma coisa nem outra! É o que temos, mais do mesmo, mas confesso que até achei normal ser assinalado penalti. Deve ser o hábito, ou então a falta começa fora da área e acaba já dentro dela, não sei, mas o Mota é que é profissional da coisa e sabe ajuízar esses lances, eu e os comentadores, claramente não. De qualquer forma nem interessa perder muito tempo a refletir sobre o lance, não muda nada..... e ainda por cima é da TAÇA da LIGA que estamos a falar!

Assim pelo menos o futebol tem a certeza de que o Fonseca vai continuar nos comandos do Porto por mais algum tempo!



Pantomineiro Mor

Como se vestem os SOCIALISTAS e COMUNISTAS?

Sondagens para as EUROPEIAS 2014 dão vantagem à coligação PSD/CDS



Nem me surpreeende, mas só prova que a oposição em Portugal é má de mais!

Pantomineiro Mor

sábado, 25 de janeiro de 2014

My name is BOND....... Vaga BOND.....

Será que o JUSTIN BIEBER também vai cantarolar no xadrez "as long as you love me"......

Eu também já estou farto dos CALIMEROS!



Queriam a globalização não queriam? Ou é só para turismo?

Já tinha elaborado sobre os calimeros há algum tempo.....

http://pantominocracia.blogspot.pt/2013/03/uma-visao-diferente-sobre-os.html

Pantomineiro Mor

Qual a profissão de futuro em PORTUGAL?

RICARDO ARAÚJO PEREIRA na revistas VISÃO...."Um 2014 Fantástico"



Sempre ao seu melhor nível, grande Ricardo. Só é pena que seja sempre na base do bota abaixo, mas que dá para rir, lá isso dá...

Pantomineiro Mor

O escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo percebeu que se interessava mais por letras do que por números quando, em criança, o professor de matemática lhe colocou aqueles problemas do costume. "Um comboio parte do ponto A às 8h00 e viaja a uma velocidade média de 100 km/h. Outro comboio parte do ponto B duas horas mais tarde e depois segue a 80 km/h. Determine a que horas vão os comboios encontrar-se no ponto C, sabendo que, etc." Em vez de calcular a resposta, Veríssimo punha-se a imaginar quem seriam os passageiros dos comboios, por que razão iriam para o ponto C àquela hora da manhã, ou quem os esperaria lá.

A dimensão do meu interesse por economia também ficou evidente quando, na faculdade, tomei contacto com a teoria da mão invisível, de Adam Smith. Dediquei as minhas reflexões a tentar perceber a razão pela qual alguém, mesmo tratando-se de um mecanismo económico, dispondo de uma mão invisível, a usaria para orientar agentes económicos em sistemas de mercado livre, e não para apalpar jovens raparigas no metro. Bem sei, e não é sem vergonha que o confesso, que os meus pensamentos acerca da mão invisível eram bastante primários: descuravam a existência de raparigas que, não sendo assim tão jovens, pudessem igualmente tentar o possuidor de uma mão invisível, e que isso sucedesse noutros locais que não apenas o metro. Mas essa sofisticação de raciocínio, só a obtemos com a idade.

Esta semana, coloquei a mim mesmo uma questão sobre a economia nacional que pertence à mesma área de estudo: se os indicadores são assim tão bons, porque é que a troika continua a mostrar-nos o dedo do meio? Trata-se de uma perplexidade que, como a mão invisível de Smith, explora a relação da ciência económica com o carpo, metacarpo e falanges. E é um problema que completa a teoria do economista inglês com outros patamares de visibilidade: a mão é invisível; os indicadores, só o primeiro-ministro e alguns dos seus amigos os vêem; e o dedo do meio, vemo-lo todos.
A mensagem de Natal de Passos Coelho deve, a esta luz, ser incluída na tradição da literatura profética, uma vez que analisa os indicadores que o primeiro-ministro vê mas que tanto nós como o INE só veremos, em princípio, no futuro.

A partir dos dados avançados pelo profeta, no dia 25 de Dezembro, podemos antever o ano de 2014.
A nossa economia começou a crescer, e acima do ritmo da Europa.
O emprego também já cresce e foram criados 120 mil postos de trabalho, só até ao terceiro trimestre.
E o desemprego, especialmente o emprego jovem, está a descer.
Em 2014, as 120 mil pessoas que arranjaram emprego vão produzir riqueza, provavelmente a cavalo dos seus unicórnios, acima do ritmo de crescimento da Europa.
Com a ajuda da Fada dos Dentes, o número de desempregados descerá para níveis insignificantes.
E, no primeiro semestre, Passos Coelho encontrará um sapo muito feio, a quem dará um beijo de amor. E o anfíbio transformar-se-á num lindo superavit da balança comercial. Tudo indica que vamos ter um 2014 fantástico.
Resta apenas saber se será fantástico no sentido que a palavra adquire nos anúncios de shampoo, para descrever o aspecto do cabelo depois de lavado e penteado, ou no sentido tradicional, que designa as coisas que só existem na nossa imaginação.


in http://visao.sapo.pt/um-2014-fantastico=f764309

Novo método aplicado nos NASCIMENTOS em Portugal.......

O que diz a FILHA de FIDEL CASTRO sobre o seu proprio PAI....

Porque será que os COMUNAS gostam tanto de ter ROLEX?



E eu a pensar que eles não gostava de luxos e repartiam com o povo...

Pantomineiro Mor

O cheque que o ESTADO PORTUGUÊS passou à EDP e IBERDROLA....

O que pensa MIGUEL SOUSA TAVARES sobre a CO-ADOÇÃO....



..... no fundo no fundo nem percebi bem qual é a opinião, mas no fim do vídeo está certo, isto é tudo muito mais sobre os direitos dos homosexuais do que sobre as crianças, ponto.

Pantomineiro Mor

Quantos CÍRCULOS estão presentes na imagem?



............. Se só vês um é porque não sabes ler!

Pantomineiro Mor

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Candidata do QUEM QUER SER MILIONÁRIO desconhece o que é o APARELHO DIGESTIVO e passa a maior vergonha....



..... com a Manuela Moura Guedes a gozar o prato à grande!

Então o pulmão é do aparelho digestivo!!!!! Que grande borrega.... APROVADA PARA A CASA DOS SEGREDOS!

Pantomineiro Mor

Parece que a partir de agora o TEMPO DE ESPERA nas URGÊNCIAS vai servir para alguma coisa!!!!!!

Conhece os GOVERNANTES que em anos de CRISE baixaram o seu SALÁRIO!



Porque é que não estou surpreendido? Vá, o do Passos Coelho ficou ela por ela, 81 € são amendoins!

Pantomineiro Mor

Um DEPUTADO é tão honesto como uma PROSTITUTA VIRGEM, certo?

Os perigos da ESCOLA PÚBLICA II

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Uma imagem vale por mil palavras!

Pantomineiro Mor

Os perigos da ESCOLA PÚBLICA!



Acho que está uma excelente imagem do que a escola pública nos faz!

Pantomineiro Mor

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Qual o HOSPITAL onde as URGÊNCIAS têm o maior tempo de espera?


É, eu preciso de saber porque preciso de ter um dia bem passado. Não me serve de nada ir a um hospital para ser aviado em 3 tempos e com os bolsos mais vazios. Já para não falar do papel que vou gastar na farmácia. Por isso fiz o trabalho de casa e andei a ligar para os hospitais de todo o país, e não me fiquei apenas por Portugal Continental. Papel e caneta e lá comecei a fazer a lista das horas de espera. Parece que no S. Francisco Xavier e no Amadora-Sintra não chega a 3 horas, ora isso nem uma manhã me ocupa! Felizmente o Garcia da Horta, em Almada, está à pinha e apresenta 10 horas de espera. É mesmo esse que eu quero, vou pela manhã, passo lá o dia e depois regresso a tempo de ver a matrafona a entrevistar galdérias e pacóvios. Bem, só espero que não passe mesmo das 10 horas senão tenho o serão estragado. 

Fertagus aí vou eu! Com sorte a malta dos comboios da ponte vai estar em greve e vou poder ir numa carruagem à pinha. Não é que goste mas evita que eu tenha que pagar bilhete, os ladrões do governo já levam que chegue! E tive de facto sorte, ou não, porque pelos dias que correm há mais dias em que a malta dos transportes está em greve do que a trabalhar. Ajuda o facto de ser segunda de manhã, pois melhor dia para fazer greve só à sexta! Eu próprio teria feito greve mas os pandilhas do privado não alinham no filme por isso lá tive que arranjar maneira de ir ao hospital. Mas não vos maço mais com estes detalhes, até porque entretanto já estou a chegar ao Pragal e já só me falta apanhar a carreira para o Hospital. Xii rapaz, olha saiu tudo no Pragal e vamos todos para o Garcia da Horta! Vai tudo em passo acelerado, e eu também, não sei bem porquê e só percebi quando duas velhas na carreira comentavam que era importante conseguir lugar sentado nas primeiras fileiras em frente à televisão porque senão nem se ouve o que o Goucha diz! Se é só por isso achei por bem abrandar o passo quando saí da carreira que nos deixa mesmo em frente às urgências, porque se não ouvir o Goucha pelo menos ouço a Cristina, nem que esteja à porta do hospital....

Pronto, já paguei "bilhete", 20,60€ para ir à triagem. Como esperado, sala de espera cheia e muito barulho de fundo, tomara muitos estádios deste país terem tamanho ambiente! E lá chamaram o Pantomineiro no microfone, uma voz fanhosa e mastigada chamou por mim. Querem eles saber o que eu tenho, e eu disse. Dói-me tudo, mas especifiquei que era mais no peito que a coisa se centrava, só para induzir um raio-x à caixa torácica e retirar qualquer hipótese daqueles malandros me quererem entubar para avaliar o estado da minha tripa ou do meu bandulho. Ao que parece também não ia correr esse risco, parece que há lista de espera e tudo para esses exames....

Regressado à sala de espera já não tinha o meu lugar em frente à televisão e lá tive que me sentar de costas ensanduichado entre a família da Belarmina que se apresentou nas urgências de pé inchado (fiquei eu a saber quando o sobrinho que também lá estava me contou tudo o que sucedeu à tia) e o Sr. Orlando que ainda estava à espera do amigo Jacinto para fazer a habitual dupla na sueca para quem se apresentasse disponível na sala de espera para jogar uma cartada. Ele não estava doente, mas também estava lá. Diz que não paga a taxa moderadora mas vai passando por lá os dias... parece que de vez em quando até ajuda a levar umas macas para dentro e para fora e até dá umas "consultas" a quem lhe pede. Parece que já são muitos anos a virar frangos naquela "freguesia" e já sabe distinguir uma gripe de uma simples constipação. Parece até que há quem vá para casa só com a receita de whisky e mel num chá de limão a conselho do Sr. Orlando.

Como o Sr. orlando já me queria puxar para a suecada agora que o amigo tinha chegado, lá me virei para o sobrinho da Belarmina para meter conversa. Está com gripe? Perguntei eu depois de o ver puxar do lenço de pano para afagar a penca. Diz ele que ficou assim na sala de espera do hospital, mas que na verdade vinha acompanhar a tia com o famoso pé torcido. Pois, aquilo mais parece um martelo de facto, disse eu apontando para o dito. Parece que não era aquele o pé, mas sim o outro que estava escondido debaixo da cadeira! Nem quis olhar para não me assustar! E mais, pisguei-me dali em três tempos não fosse ficar com a mesma gosma do sobrinho da Belarmina! Era o que faltava, ir ao hospital para sair de lá doente..... há quem diga que acontece muito!

Toca de dar umas voltas até ao almoço. Assim o tempo passa mais depressa. De repente voltam a haver lugares vazios em frente ao televisor. As velhas foram todas fazer fila em frente à secretária da rececionista para fazer uma chamadinha rápida. Vim a saber que era tudo esquema para ligar para o programa do Goucha a ver se lhes duplicavam a reforma. Mas não me cheguei a sentar porque entretanto chegou uma ambulância e fui com a malta toda à porta ver o que era. Quando cheguei à entrada já os ciganos tinham ficado na frente e me tapavam a visão de excelência que ambicionava. Lá tive que me contentar com os relatos desalentados que me chegaram aos ouvidos... era só um braço partido e ainda por cima sem fratura exposta. Sangue nem vê-lo!

Neste sentimento misto de desilusão e alívio por não ter perdido o momento do dia nem me apercebi que era hora de petiscar qualquer coisa! Os sabidos já levam umas sandochas de casa e eu como sou novo nisto lá tive que ir gastar uns trocos à cantina. Com esta crise ainda dói mais, aliás, foi coisa que ouvi muito de outras bocas ao longo da manhã! 

A tarde foi bem mais animada. Os primeiros a fazer exames de manhã já partilhavam com os demais os resultados. Na maioria dos casos parece que não acusava nada, noutros, raros, era preciso repetir. Pelo meio parece que havia uma situação mesmo grave. Não se falava de outra coisa na sala. Um quisto sebácio no rabo! Quem viu diz que estava cheio de pus e estava mesmo pronto a rebentar. Indignação total na plateia da sala de espera. Aquele desgraçado tinha chegado lá às 7 da manhã e só lhe tinham olhado para o quisto às 11 da manhã, e só depois de meia sala de espera ter opinado sobre o dito que o pobre detentor quis mostrar a quem tinha olhos de ver. Passou a manhã com as calças em baixo, amparadas pelos tornozelos. Realmente a saúde neste país está de mal a pior! Imagina que era eu que ia para lá esperar horas a fio com uma coisa qualquer grave? Faz algum sentido patinar numa sala de espera das urgências!!!! 

Dizem que é da crise, que já não há dinheiro para nada, nem para tratar dos doentes. Numa coisa não me enganaram no Garcia da Horta, as 10 horas estão quase a passar e ainda nem fui recebido. Como a sala de espera começou a ficar menos animada e com menos pessoal, achei por bem dar corda aos sapatos dali para fora antes que ficasse pior da minha maleita. Não sem antes pedir uma justificativo ao hospital para apresentar no trabalho. E eles lá no Garcia da Horta ouviram das boas, que eu não sou de me calar. Foi até eles me pedirem desculpa!

Balanço feito quando cheguei a casa, pois foi um dia bem passado. Amanhã vou ver se faço novas amizades no Santa Maria, com a crise não tenho $ para ter internet em casa e por isso não dá para andar nessas coisas do Facebook. E vá, de facto fazer amigos pessoalmente é outra coisa.

Pantomineiro Mor

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Lili Caneças dá uma MEGA entrevista ao JORNAL i....



É um bocado por falta de assunto, mas de facto já não ouvia falar desta múmia há algum tempo, aliás até pensava que tinha morrido! Depois vi a entrevista, olhei para a fotografia e dei por mim a pensar que o Jornal i é capaz de falar com o além! Enfim, a pérola da entrevista para mim é quando o cabeção pede ao jornalista para lhe pagar o sumo!Mas o resto também é bastante bom..... enfim, é ler e rir!

Pantomineiro Mor




É conhecida por ser "a" tia de Cascais mas não se revê no título. Eis a história da mulher que beijou Polanski, contada pela própria


"Está a ver aquela casa? Era ali que eu brincava com a filha do rei de Itália." Lili Caneças está sentada na esplanada do Grande Real Villa Itália, em Cascais, onde muitos anos antes se entretinha com os descendentes da realeza enquanto os pais brindavam com flûtes de champanhe e celebravam a alta de Cascais. Dificilmente a sua infância poderia ter sido melhor prenúncio de uma vida passada entre festas e poses encenadas para os fotógrafos da imprensa cor-de-rosa. Mas por baixo dos vestidos emprestados de vários milhares de euros está uma mulher que foi hospedeira da TAP e decidiu deixar de trabalhar quando casou. Depois de 17 anos a viajar pelo mundo veio o divórcio e a conta a zero. Aprendeu a cozinhar aos 37 anos, diz que foi trotskista e solta uma gargalhada quando lhe dizem que o dinheiro traz felicidade. "Quem diz isso nunca soube o que é dinheiro."

Há pouco disse que costumava brincar aqui. Que idade tinha?

Vim viver para a Parede, no concelho de Cascais, aos dez anos. O meu pai era oficial da marinha de guerra e foi colocado no Alfeite, era comandante da base, e a minha mãe procurou casa nesta zona, que se chamava Costa do Sol. Não havia apartamentos, íamos de bicicleta para a praia, andávamos de patins no meio da estrada porque não havia perigo nenhum, e toda a gente se conhecia. Só saí daqui para a Quinta da Marinha, quando casei. Foi o período mais irresponsável da minha vida: não havia televisão e a única preocupação era aprender a dançar rock''n''roll.



Estudou aqui?

A minha mãe queria pôr-me no colégio de Odivelas, mas achei tão deprimente que me recusei. As meninas, coitadinhas, com umas fardas a cheirar a mofo e chapéus de feltro com um ar muito triste, e eu, que tinha o maior respeito e obediência pela minha mãe, disse-lhe que não ficava. Como tinha acabado de abrir o liceu de Oeiras, muito vanguarda - e o primeiro misto -, fui para lá. Já nessa altura os meus melhores amigos eram meninos. Sempre me dei muito melhor com rapazes do que com raparigas.



Porquê?

Porque achava as meninas muito chatas, competitivas, invejosas e falsas. Os rapazes não, eram sempre o espelho da verdade em que eu acreditava. O melhor amigo era o Luís Feist, e a Ana Salazar era das minhas poucas amigas. No livro dela escreveu que era amiga de uma menina muito bonita, que era eu (risos).



Era boa aluna?

Estava muito atenta nas aulas e não precisava de estudar em casa. Hoje digo isso aos meus netos, que estejam atentos, para que possam ter tempo para fazer outras coisas fora do colégio. E foi nessa altura que conheci algumas famílias reais.



Passavam as férias juntos?

Na altura toda a realeza exilada vivia em Cascais ou no Estoril. O rei de Itália vivia aqui e eu fui amiga da filha, a Tita de Sabóia, que era muito louca, achava-a o máximo. Eu tinha dez ou onze anos, víamo-nos na praia do Tamariz ou na Parede, embora eu não gostasse muito da Parede porque não era permitido usar biquíni, apenas fato de banho completo. Fui a primeira a usar.



Chegou a viver em Peniche. Que memórias guarda desses dias?

Ser filha do capitão do porto de Peniche numa terra daquelas era como ser Cleópatra, rainha do Egipto. O meu pai tinha o poder de mandar prender pessoas: se um pescador apanhasse uma bebedeira, ele mandava-o prender. Teve duas paixões na vida: o mar e o Sporting. E sempre que o Sporting ganhava lá vinham as mulheres deles falar comigo: ''Ó menina, veja lá se o seu paizinho pode libertar o meu marido. Percebi muito nova que tinha o poder de libertar pessoas. Quando abriu a pousada nas Berlengas, o meu pai convidou o rei de Itália para ir à inauguração. Anos mais tarde reencontro-o aqui com a família. Íamos muito à tasca do João Padeiro, onde se comia o melhor linguado do mundo. Vocês hoje não sabem o que é o sabor do peixe daqui, porque só comem Pescanova, não é?



...talvez. Já nessa altura era muito dada às festas...

Apesar de não sermos uma família com muito dinheiro, éramos de classe média alta, e tínhamos a sorte de ter uma vida muito boa. Não que o meu pai ganhasse muito, o oficial da marinha era muito mal pago. Eu ia de comboio para o liceu porque o meu pai não me deixava ir no carro com motorista para poupar dinheiro ao Estado. Fui educada assim e tive a sorte de nascer de bem com a vida. A minha mãe costumava dizer que quando eu nasci não ouviu chorar. E, como tão bem sabes, hoje há muita gente deprimida.



Nunca se sentiu deprimida?

Deprimida não, mas às vezes sinto-me triste. Claro que nunca fico assim durante muito tempo. Quando a minha mãe morreu, aí sim, tive um período de grande tristeza. Tinha 30 anos e acho que se não tivesse filhos não teria querido mais viver. Refugiava-me no cinema e adorava filmes de autor, de Fellini, Godard. Durante um mês fui ao cinema todos os dias, esquecia-me da minha tristeza. As pessoas diziam, "olha aquela, morreu-lhe a mãe e já está no cinema". Sempre fui muito criticada. Também gostava muito de ler.



Que tipo de livros?

Adorava o Sartre, a Simone de Beauvoir, vestia de preto. Era existencialista, li todos os livros proibidos. Estava nos antípodas do que era ser português. Detestava Salazar.



Mas o seu pai era um homem do sistema...

O meu pai dava a vida pela pátria. Mas nunca teve cargos políticos, era militar. Foi comandante de mar e guerra, nunca chegou a almirante porque já era um cargo político.



Não era fiel à ditadura?

Não, nunca o ouvi falar de política em casa. Nem de religião ou sexo. Só de festas, rock''n''roll. Apesar disso, era um homem muito rigoroso e exigente nas boas maneiras. Eu tinha tanto pavor de estar à mesa que entornava um copo de água para ele me mandar para a cozinha comer com as criadas. Estava mais descontraída. O que é incrível é que eduquei os meus filhos exactamente da mesma maneira: "Muda de roupa para comer, não metas o cotovelo fora da mesa, não é assim que se pega na faca."



Os seus pais tratavam-na por você?

Os meus pais tratavam-me por tu, mas os meus filhos sempre me trataram por você. Até o cão do meu neto, chamado Óscar, é tratado por você. Às vezes as pessoas ficam chocadas por eu as tratar por tu, sou a única pessoa que faz isso.



Foi estudar Filologia Germânica para fugir à Matemática?

Detestava Matemática e tive a sorte de ter um grande professor, que me levou para as Humanidades. Mas não te passa pela cabeça como era a Faculdade de Letras: o David Mourão-Ferreira a fazer charme para as meninas, o Mário de Albuquerque a passar-se com as loiras vestidas de azul, o Vitorino Nemésio, que toda a gente acha um máximo, a começar aulas em alhos e a terminar em bugalhos. Um ensino péssimo, numa altura de grande contestação. Um dia chegámos à faculdade e tínhamos a polícia de choque à espera. Tinham tirado os sofás e não nos deixavam conversar. Foi então que percebi que o mundo não era um conto de fadas, e que não havia liberdade. Lia Marx e Trotsky, os meus amigos eram maoistas. Eu sempre fui mais trotskista...



Acreditava no que lia?

Achava que o Trotsky era uma figura muito romântica. E ainda hoje acredito que as pessoas nascem iguais, com direitos iguais. Não tem nada a ver com esquerda ou direita, tem a ver com humanidade. Fui das primeiras pessoas em Portugal a ir à Rússia com autorização da ditadura e vim de lá completamente revoltada porque vi que afinal o país de Karl Marx era onde havia maior repressão, desigualdades, falta de informação.



Foi hospedeira da TAP. Foi o seu primeiro trabalho?

Sim. Era um sonho que tinha, para poder viajar. Adorava o glamour da profissão. As meninas da Iberia, por exemplo, eram todas filhas de aristocratas. Na TAP só entravam meninas bonitas, bem formadas e educadas. Foi assim que lá fui parar. E com uma grande cunha do engenheiro Vaz Pinto, que era o presidente da companhia. A minha vida passou a ser uma festa. Jantava em Milão, fazia compras em Paris...



Até casar. Não lhe custou deixar a profissão para se dedicar ao casamento?

Custou-me horrores. Era uma mulher muito independente. Os meus irmãos receberam de presente um MG descapotável, mas eu fiz questão de comprar o meu primeiro carro, um mini, com o meu próprio dinheiro. Quando conheci o meu marido, no casamento de uma amiga, ele fez-me uma operação de charme radical. Era um homem sofisticado, mandava fazer camisas em Milão e conhecia o mundo inteiro. Prometeu-me que, se eu largasse o emprego, me levava a tomar o pequeno-almoço a Istambul, se eu acordasse virada para isso.



Estava apaixonada?

Sim, e sabes que a paixão é um processo biológico que nos leva a fazer coisas impensáveis. Depois percebi que ele não tinha nada a ver comigo. Eu adorava as artes, ia para Nova Iorque, para a Broadway ver musicais, e ele detestava. Lembro- -me de ter conseguido bilhetes para a estreia de uma peça com o Kirk Douglas. Eu ali fascinada e quando olho para o lado estava o meu ex-marido a dormir. Ao fim de 17 anos separei-me.



Li que frequentou o Festival de Cannes durante 17 anos.

Conheci imensa gente, tu é que provavelmente não sabes quem são, a Romy Schneider, o Omar Sharif... Dizia-lhes "hello, I''m your fan". Um dia encontrei o Polanski no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Eu tinha acabado de ver o "Rosemarys Baby", e ainda por cima era muito parecida com a mulher dele, que era a Sharon Tate, que depois foi assassinada. Ele estava sentado nas minhas costas, tinha eu 23 ou 24 anos. Virei-me e disse-lhe olá. Ele, ao ver uma loira toda gira e muito lolita, que sabia os filmes todos dele, ficou passado e convidou-me para dançar. Mas o meu marido não deixou: "Não vais dançar com esse pervertido." Mas alguém dá uma tampa ao Polanski? Eu dei, mas quando cheguei à casa de banho ele estava à minha espera e pregou-me um beijo na boca. "At least I kissed you."



Deixou de trabalhar quando casou?

O meu ex-marido não me deixava trabalhar. Dava-me uma mesada para sustentar a casa: tinha uma cozinheira, três empregadas, dois jardineiros e uma ama. No fundo, não trabalhar é uma forma de dizer, eu era uma governanta de luxo, era como gerir um pequeno hotel. E tinha a educação dos meus filhos, que foi o melhor trabalho que fiz. Tinha perfeita noção das desigualdades sociais da época, mas nunca o passei para os meus filhos. Muito menos para os netos.



Não acha que isso é uma forma de mascarar a realidade?

Não sei se será muito bom pensar na pobreza. Nunca fui à Índia por causa disso. O máximo que fiz foi ir às ilhas Maurícias, mas isso é outra coisa. Quando era miúda acreditava que podia mudar o mundo. Agora acho que mudamos apenas o nosso e com muito sacrifício.

Sendo essa mulher tão independente, não a incomodava o facto de viver às custas de alguém?

Foi por isso que me separei. O meu ex- -marido passava os dias a dizer-me: "Diz lá, quanto é que precisas, diz um número." Mas eu não tenho preço. As pessoas dizem que o dinheiro não traz felicidade, mas quem o diz nunca teve dinheiro na vida, sabem lá se dá ou não. Eu posso dizer que não dá felicidade, mesmo tendo tido uma mesada e um cartão de crédito em que podia gastar o que quisesse. Ia para a Sardenha porque era o sítio mais bonito do mundo, passava o Réveillon no Palace Hotel Saint Maurice, gente fantástica, jóias deslumbrantes, peles extraordinárias, tudo.



Pelo que conta, o seu marido era uma carta fora do baralho.

Ele fazia o frete, tinha o pelouro da cultura, eu o das finanças. Às vezes lá dizia "coitadinhas das crianças, porque estão a estudar em inglês?" "Não te preocupes, essa não é a tua área. Passa o cheque e deixa o resto comigo." Eu tinha de ter um pelouro, não é? Se chegávamos a Paris, eu ia levar os miúdos ao Louvre e ele ia para um restaurante três estrelas Michelin, comia, comia, comia. Mas eu não podia comer pato ao almoço e faisão com uvas e champanhe ao jantar. Tenho tendência para engordar, depois tinha de ir para o ballet ou para a sauna para abater essas calorias.



Sempre se preocupou com o aspecto?

Sempre. Por mim, por mais ninguém, porque o meu ex-marido sempre me achou linda de morrer. E isso era uma coisa simpática que ele tinha.



Quando se divorciou o seu marido fechou-lhe a torneira?

Completamente. Fiquei com a conta a zeros, mas aí fui trabalhar. De um dia para o outro estava com a minha filha de 12 anos e sem um tostão. Nunca tinha vivido num apartamento e pensei que aquilo era uma situação provisória. Uma amiga fazia pulôveres artesanais e decidiu abrir uma loja em Paris, eu fiquei a tomar conta da loja portuguesa. Dava- -me com gente da alta sociedade, vendia-lhes roupa e ganhava imenso dinheiro.



Mas passou dificuldades?

Muitas. Tive de aprender a cozinhar aos 37 anos. Comprei um livro e comecei a fazer soufflés. Não queria que a minha filha percebesse que estávamos em dificuldades, por isso fazia coisas com estilo, mas baratas. Aspirava durante o dia para ela não me ver a fazer limpezas. Um dos meus amigos, o dono do Vangôgo, dizia: "Lili, não sei como te aguentas. Se isso me acontecesse, eu dava um tiro na cabeça."



Foi nessa altura que começou a aparecer nas festas como Lili Caneças?

Sim, já não havia a paranóia de o meu marido não me deixar aparecer nas fotografias. Não tinha dinheiro mas continuava bonita e só vestia alta-costura. O Carlos Castro, que era colunista da "Nova Gente", via em mim uma mulher com muito potencial: tinha amigos com Rolls Royce, conhecia gente importante, sabia mexer-me bem nesses meios.



Nunca sentiu que podia estar a ser usada?

Senti. Na maior parte das vezes, usada, abusada e deitada fora.



Mas porque queria aparecer então?

Eu não queria, nunca fui eu que quis aparecer. Eles perguntavam-me se eu me importava de ser fotografada. Entretanto as pessoas começaram a interessar- -se pela minha vida, de certa forma era a história oposta à da Cinderela, a mulher que teve tudo e ficou sem nada. Ninguém compreendeu como é que eu era feliz tendo abdicado de tudo. Fui aparecendo cada vez mais, depois de ter acabado aquela vida fantástica o que me restava era ir às festas do Abel Dias e do Carlos Castro. Era melhor que nada.



Ganhava dinheiro para aparecer?

Não, nunca. O que fazia era aparecer, estar com pessoas bem vestidas.



Gosta de se ver nas revistas?

Normalmente não gosto. Mas nessa época eles queriam-me por eu ser bonita, porque me vestia bem, era simpática, falava seis línguas. Como já não podia ir ao Carnegie Hall, em Nova Iorque, ver o Frank Sinatra, via aqui o Tony Bennett.



Então também tirou partido da situação.

Claro que tirei. Então, imagina, se deixei de poder viajar e fazer coisas lá fora, tinha de aceitar esses convites. Senão ficava em casa a ver televisão.



A fama exerce algum fascínio sobre si?

Não, de forma alguma.



Mas ganha alguma coisa por ser conhecida?

Não. Sou vestida por uma loja, para a hora que apareço na televisão.



Fica com as roupas ou tem de devolver?

Claro que tenho de devolver. Agora vou lá devolver o vestido que usei esta manhã. Por isso é que estava cheia de medo de o estragar nas fotografias.



Nunca estragou nenhum?

Então aquele que ardeu no outro dia?



Teve de o pagar?

Não paguei porque o caso ainda está a ser avaliado pela companhia de seguros. O vestido custava 3900 euros.



Teve mais medo ou vergonha?

Tive muito medo. O vestido tinha sete saias de tule e quando vi uma labareda pensei "pronto vou morrer, vou ter dores horrorosas". Tive uma tia que morreu assim, queimada, porque ninguém conseguiu apagar o fogo do vestido. Seja como for, eu pago sempre, nem que seja com publicidade. Agora pagarem-me para ir a uma festa, isso nunca. Mas sou das poucas pessoas que não o fazem.



Pois, é o que se chama fazer presenças.

Exacto. Ainda há dias o José Castelo Branco me disse que cobrava 2500 sem cantar e 4 mil se cantar. Por 500 euros toda a gente faz. Mas o meu pai não me educou assim. Vou se me apetece. Com o Carlos Castro, ele pedia-me para ir a abertura de festas impensáveis, em lugares que nem vêm no mapa, porque sabia que a discoteca enchia se eu estivesse. Indo eu, vai a "Caras", a televisão. E francamente não me importo de fazer isso.



Nunca se cansa deste meio?

Já ultrapassei o ponto de retorno. Claro que os meus amigos não são estes que aparecem nas fotografias.



Nesse meio parece que todos destilam ódio entre si com um sorriso nos lábios. Li coisas que o Cláudio Ramos escreveu sobre si e...

Sobre ele prefiro nem falar, por isso faz-me outra pergunta. Não posso falar sobre ele porque não o conheço. No meio social não há amigos, apenas conhecidos. E quem acha que tem amigos, é esperar para ver quando ficarem sem dinheiro.



Há muita inveja?

Acho que sempre fui invejada.



E inveja alguém?

[pausa] As mulheres que não engordam.



Não teme ser vista como uma mulher fútil?

Para isso tenho sempre uma na manga, que é uma frase da Simone de Beauvoir: só as pessoas fúteis acham que ser fútil é uma futilidade. [Repete a frase e aproxima a boca do gravador.]



Eu não disse que a Lili era fútil...

A futilidade faz parte da vida, dantes havia playboys agora há intelectuais de esquerda. Esse lado da roupa, da estética, é importante. Vejo que tens uma camisola lilás, uns sapatos de camurça, uns jeans, não estás mal. Achas que tomar um copo bem vestido é uma futilidade?



[Risos] Quantas plásticas já fez?

Não fiz plásticas. Fiz um peeling, uma blefaroplastia aos olhos e dei um jeito ao pescoço para puxar a pele.



Não convive bem com o seu corpo?

É como arranjar os dentes. Se estão podres, é inestético. Tens de os arranjar.



Não me estava a referir aos dentes.

Sim, mas para mim é a mesma coisa que não tratar dos dentes. Uma vez tive uma empregada sem dentes e mandei-a pôr uma prótese.



É amiga do José Castelo Branco?

Quase posso dizer que o pari [risos].



Que opinião tem dele?

O Zé assusta-me porque a evolução dele tem sido... ele tem conseguido tudo o que se propôs realizar na vida. Tudo de forma muito rápida.



Mas isso foi conquistado à custa de uma certa degradação da imagem, da exposição gratuita. Não concorda?

Eu só me preocupo na medida em que contribuí para isso, pela forma como lhe abri as portas. Quando o Carlos Castro morreu tentei perceber o que levava as pessoas a fazerem tudo pela fama, a conhecerem-se na net, a esquartejar alguém só porque querem ser conhecidas.



Mas o Carlos deixou-se levar.

Pois, eu disse-lhe "vê-te ao espelho, achas que és um Brad Pitt? Tu não és bom da cabeça, isso é perigoso". Mas ele só dizia que o rapaz estava apaixonado por ele.



Lida bem com a crítica?

Muito bem.



O que achava do seu boneco do Contra-Informação?

Achei um pavor e fui a única pessoa a telefonar para lá a dizer que tinha detestado o boneco. E disse para a Mafalda Mendes de Almeida que se os textos correspondessem à imagem, eu, que nunca pisei um tribunal (excepto no divórcio), ia pôr o maior processo que Portugal já viu. Depois, quando vi, percebi que eles faziam humor com inteligência, mas acho que ultrapassaram alguns limites.



Como acha que vai ser recordada daqui a muitos anos?

Acho que a juventude gosta muito de mim, quem não gosta são as tias de Cascais, que entram em competição comigo, as que continuam a viver com homens ricos porque não se conseguem sustentar. Acho que vou ser recordada como uma pessoa que estava de bem com a vida, uma contadora de histórias, e que abriu as portas a muita gente.



Obrigado, Lili, foi um prazer.



Obrigada eu. Não se esqueça de pagar o meu sumo.

in http://www.ionline.pt/artigos/136704-lili-caneas-os-meus-amigos-eram-maoistas-eu-sempre-fui-trotskista/pag/-1

Em duas semanas o GORDO não perdeu peso, mas em compensação...



.... perdeu os óculos!

Pantomineiro Mor

Ora se a PÍLULA do DIA SEGUINTE é aborto então......



..... e é bem possível que o Donald tenha razão!

Pantomineiro Mor

O Tózé, o Pedrocas e o Paulinho procuram-se MORTOS ou VIVOS!




O POVO quer é BOLA e a CASA dos SEGREDOS, o resto é conversa!



Já o tenho dito aqui.... e no entanto não sou eu que estou com o cartaz na mão!

Pantomineiro Mor

As PROMESSAS de Pedro Passos Coelho antes de ser eleito Primeiro-ministro!



Mas podemos sempre dizer que a culpa é do Tribunal Constitucional!

Pantomineiro Mor


Juros da DÍVIDA PÚBLICA de PORTUGAL a 10 anos abaixo dos 5%.... é melhor não esperar pela TAXA MACHETE!


O Machete atirou para o ar a taxa de 4,5% para a República de Portugal regressar aos mercados e parece que estamos quase lá! Há muito que a nossa dívida não negociava em mercado secundário abaixo dos 5%, e isso é sem dúvida uma boa notícia. Não faz de Machete um tipo menos pateta e desajeitado do que o é, nem o governo como um todo menos mau. É que desceram os juros da nossa dívida, da irlandesa, da espanhola, da italiana, e imagine-se, também a dos bandidos dos gregos. Acho que temos que agradecer aos alemães! Porquê? Bem, por que a dívida alemã não interessa ao menino Jesus. O país comandado pela Gordalhufa anda a financiar-se à taxa anual de 1.75% para dívida emitida a 10 anos, o que é objetivamente pouco, logo um mau investimento no longo prazo. Num movimento conhecido nos mercados por "seek for yield", os mercados têm orientado a massa para a dívida que ainda paga qualquer coisa, e é aí que se insere a nossa dívida, apetecível para quem quer algum retorno real para o capital.

Mas os mercados são voláteis e de de hoje para amanhã tudo pode virar do avesso outra vez. É bom não esquecer que a situação financeira de Portugal é delicada e o enorme esforço que fizemos significou na prática muito pouco para a sustentabilidade das finanças públicas. Toda a austeridade teve o mérito de, apenas e só, sinalizar uma vontade clara de inverter a caminhada abrupta para o abismo que era inevitávelmente a bancarrota. Agora estamos um pouco melhor, apenas estavos a resvalar lentamente para a mesmíssima bancarrota que se afigura mais tarde ou mais certo como inevitável, iludidos por ténues sinais de que a economia portuguesa está a melhorar e as finanças públicas a endireitar. Uma bela ilusão. Mas foi o suficiente para aguçar o apetite dos mercados sedentos de investimentos rentáveis. Agora esperar pela taxa Machete seria um disparate! É começar já a emitir dívida antes que seja tarde demais, pois é bom não esquecer que temos muita para pagar este ano.

Além de agradecer aos alemães quero também agradecer aos mercados. Porquê aos mercados? Não por agora estarem a provocar a queda dos juros da dívida portuguesa, mas sim por terem atacado a nossa dívida em 2010 antes que fosse tarde demais. Até ver de facto continuamos a caminhar para a bancarrota e para um final que poderá passar por um haircut da dívida, ou seja, pelo perdão parcial do que devemos. Agora não fosse a crise da dívida pública na zona Euro e eventualmente hoje continuaríamos a exportar alegremente Magalhães para a Venezuela a troco de promessas até ao dia em que acordaríamos um dia de manhã de calças pelos tornozelos. Assim foi menos mau!

Pantomineiro Mor

Nota: Machete, agora está caladinho tá!
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